Investir nas raparigas irá garantir o desenvolvimento de Moçambique

  • A group of girls participating at the National Girls Conference in Quelimane

    A group of girls participating at the National Girls Conference in Quelimane Foto: Embassy of Sweden in Maputo

  • A group of speakers and girls at the Girls Conference in Quelimane

    A group of speakers and girls at the Girls Conference in Quelimane Foto: Embassy of Sweden in Maputo

Hoje comemoramos as nossas raparigas. Celebramos o seu direito fundamental de ter direitos, o direito à representação e o direito de acesso aos recursos. Honramos a sua força, ouvimos os seus desafios e capacitamo-las para que continuem a assumir o controle do seu próprio desenvolvimento.

Neste Dia Internacional da Rapariga, 11 de Outubro, a Suécia através do programa Rapariga Biz, reuniu-se com mais de 250 participantes, incluindo jovens e meninos, numa Conferência em Quelimane para uma reflexão conjunta sobre estratégias funcionais para proteger os direitos das meninas e garantir a provisão de espaços seguros e serviços eficientes de saúde, educação e habilidades para a vida para adolescentes e mulheres jovens.

Carol Ofélia, 12 anos, uma das participantes da Conferência das raparigas em Quelimane, diz que as discussões mantidas durante a conferência estão a elucida-la sobre a importância de continuar com os seus estudos com vista a concretizar os seus sonhos e também a não se casar ou engravidar antes dos 18 anos de idade.

Resultados preliminares do recente Censo realizado em Moçambique indicam que o número de meninas e mulheres aumentou consideravelmente em aproximadamente 2 milhões nos últimos 10 anos. As mulheres representam mais da metade da população em Moçambique. Isto significa que, se continuarmos a investir em meninas, continuaremos a garantir o desenvolvimento do país.

A Suécia está empenhada em combater todas as formas de desigualdade de género e casamentos prematuros em Moçambique, utilizando todas as plataformas disponíveis de diálogo com o Governo, a Sociedade civil, agências das Nações Unidas e particularmente mulheres e meninas.

De acordo com Mikael Eloffson, chefe de cooperação da Embaixada da Suécia, "Os direitos das mulheres e os direitos humanos em geral não devem ser vistos unicamente como direitos formalmente instituídos. Eles devem refletir a aplicação da lei assegurando o acesso à educação, ao emprego, justiça, saúde, incluindo o direito das mulheres e meninas de fazer escolhas informadas e irrestritas sobre o seu corpos e futuro."