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Alfred Nobel - inventor, industrial e humanista

Alfred Nobel nasceu em uma família de engenheiros. Dos nove anos em diante ele passou 10 de seus anos acadêmicos em St. Petersburg, na Rússia, àquela época uma metrópole abundante em cultura, ciência e negócios.

Um cosmopolita de formação e educação tanto em humanidades quanto em ciências naturais Nobel era também um ávido viajante. Ele falava russo, inglês, francês e alemão além de sueco, sua língua pátria. Ele teve os mais qualificados professores russos em matemática, física e química e passou um ano em treinamento experimental em química em Paris, uma experiência que tornou decisiva para o direcionamento de seu futuro profissional. Aos dezessete anos, seu pai o enviou para os Estados Unidos, onde estudou com o inventor sueco John Ericsson.

De volta à St. Petersburg, Alfred Nobel iniciou seus trabalhos como químico juntamente com seu pai nos negócios da família. Após retornar à Suécia com seus pais, iniciou a produção e continuou seus experimentos químicos focando em temas relacionados com a manipulação do explosivo fluido nitroglicerina. Misturando nitroglicerina com pó preto e usando um pavio ele conseguiu a primeira patente em 1863.

Um ano após ele obteve a patente por sua sensacional inovação, o Dispositivo de ignição Nobel, que constará na história da pesquisa na Divisão do Nobel ICI como sendo : "...certamente a maior descoberta feita tanto em princípio como em prática de explosivos". Àquela época, Alfred Nobel tomou para si o orgulho em salientar que ele foi a primeira pessoa a trazer suas inovações da ciência para a indústria.

Através da mistura de óleo de nitroglicerina com um certo tipo de areia porosa e absorvente, disponível nas pântanos alemães, Alfred Nobel foi capaz de formar uma pasta que poderia ser misturada e facilmente moldada. Ele deu o nome de dinamite, referindo-se a palavra grega dynamis, que significa poder. Com as primeiras patentes – na ocasião de seu falecimento já contava com 355 - ele construiu um império corporativo multinacional com fábricas e lojas em mais de vinte países.

O nome Nobel ainda permanece na indústria de engenharia química. Um grande número de empresas que Nobel fundou tornaram-se em grandes multinacionais como a ICI (Imperial Chemical Industries) no Reino Unido, Nobel Dinamite na Alemanha, Société General de Dynamite na França, Dyno Nobel na Suécia, que faz parte das Indústrias Dyno Norueguesas, e ainda desempenha um importante papel nos negócios mundo afora.

Uma doação de prosperidade: Após sua morte em 10 de dezembro de 1896, Alfred Nobel deixou uma doação de 33 milhões de coroas suecas correspondendo a mais ou menos um bilhão de coroas suecas (EUR 111 milhões, 100 milhões de dólares) em valores correntes.
De acordo com seu testamento, suas ações nas companhias Nobel foram liquidadas e a parte principal de sua fortuna investida em um fundo composto de apólices fixas e administradas pela Fundação Nobel.

Alfred Nobel não foi somente um dedicado cientista e incansável inventor, mas também um industrial de visão. Seus interesses humanísticos levaram-no a estabelecer o Nobel em literatura. Preocupado com a imagem que os explosivos pudessem causar Alfred Nobel foi ávido em enfatizar seu uso pacífico o que veio a ter importante papel na industrialização, primariamente na mineração, construções de túneis e detonação de rochas. Devido a sua ligação com a ativista pacífica Bertha von Suttner, seu interesse no movimento em prol da paz em sua época foi bastante documentado. Essa preocupação foi confirmada e retificada com a criação, em seu último testamento, do Prêmio Nobel da Paz.